Paraná aposta na Ilha do Mel para receber navios de cruzeiro

Foto: Reprodução / Eduardo Maia.

Na metade de dezembro, um navio de passageiros atracou no Porto de Paranaguá, pela primeira vez em três anos. Com cerca de 400 passageiros, a embarcação, considerada de pequeno porte, trouxe turistas à cidade portuária, ao litoral do estado e também a Curitiba. A expectativa agora é por uma presença frequente dos navios de cruzeiro no local.

Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia da Silva, a chegada da embarcação foi o resultado de uma ação que começou em janeiro de 2019, com as novas diretrizes do governo do Paraná para atrair turistas ao estado.

Segundo a administração portuária, a expectativa é de que outra embarcação desse tipo chegue ao estado em fevereiro. Porém, ela não deve usar o porto e sim fundear nas imediações da Ilha do Mel, em um atracadouro similar aos vistos em Búzios e Angra dos Reis, cidades do Rio de Janeiro conhecidas pelas rotas marítimas.

As obras desse novo espaço já estão previstas para este ano e dependem da licença ambiental e da autorização da agência regulamentadora, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), para começarem. Elas serão bancadas com investimento privado, e devem oferecer melhores condições de receber turistas na região da baía de Paranaguá.

O diretor-presidente diz acreditar que, uma vez instalado o trapiche da Ilha do Mel, a procura será grande das empresas de cruzeiros em incluir a rota em suas viagens. “Há uma intenção muito forte das maiores empresas de cruzeiros, elas têm grande expectativa pela obra desse trapiche”, afirmou.

De acordo com o diretor-presidente, além da limpeza, destacada por operadores e passageiros que passaram pelo local, é preciso manter o esforço conjunto dos governos para consolidar a cidade como rota dos cruzeiros e seguir atraindo o interesse pela cidade. “Conseguimos demonstrar para as companhias que temos condições, que eles podem usufruir do porto sem transtornos aos passageiros. Mas isso não faz uma atração imediata. Se a gente não consolidar essa rota, de nada adianta. Tem que escutar o mercado”.

Além do atracadouro na Ilha do Mel, Silva explica que também existem projetos para uma nova área de embarque e desembarque de passageiros na área portuária, mas em uma região separada do cais de carga.

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