Índice mostra infestação de Aedes Aegypti em Paranaguá e Antonina

Foto: Reprodução.

O Índice de Infestação Predial (IIP), que é a relação da porcentagem entre o número de imóveis positivos e o número de imóveis pesquisados, apontou que Paranaguá e Antonina são municípios infestados pelo Aedes aegypti. O último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) indicou que o litoral do Paraná tem dois casos confirmados de dengue, um em Paranaguá e um em Matinhos. O caso confirmado em Paranaguá trata-se de um homem morador na Vila Cruzeiro, de 28 anos, diagnosticado com dengue tipo 2. A confirmação foi de um caso autóctone, ou seja, contraído no próprio município.

Este último levantamento que indica infestação levou em consideração os dados colhidos em todo o Paraná no mês de agosto. A superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde em Paranaguá, Eleniz Mendes, explicou que um novo levantamento já foi realizado e, em breve, será divulgado. Foram 202 casos de dengue notificados no município, sendo 193 descartados e o restante ainda está em investigação. O Índice de Infestação Predial consta que há 329 (82,5%) cidades do Paraná infestadas pelo mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Nestes locais foram observadas a disseminação e manutenção do vetor nos domicílios, ou seja, depósitos que o mosquito encontra para se proliferar. “As informações relativas ao vetor (distribuição geográfica, índice de infestação e depósitos predominantes) são essenciais para caracterizar e nortear as ações de controle”, afirma o boletim da Sesa.

A superintendente da Secretaria de Saúde em Paranaguá afirmou que todo o País está sofrendo com o desabastecimento do inseticida enviado pelo Ministério das Saúde que ajuda no controle da infestação. O que exige ainda mais atenção da comunidade quanto aos objetos que podem acumular água. O inseticida era aplicado para fazer o bloqueio da região onde apareciam os casos de dengue, um recurso a mais para controlar a infestação do mosquito. “Os cuidados precisam ser redobrados porque agora só dependemos mesmo da retirada dos criadouros. Por enquanto, estamos somente com o larvicida, que é aplicado nas casas durante as visitas dos agentes”, destacou Eleniz. As visitas nas residências continuam em todos os bairros do município.

Hoje Santa Maria, durante todo o dia, com o objetivo de orientar os moradores quanto à problemática da dengue. “Vamos fazer essa ação no local onde era o antigo Lixão. Vamos fazer a distribuição de panfletos e orientar a população. Na região, é muito difícil remover os criadouros porque muitos trabalham com reciclagem. Por isso, vamos orientá-los sobre a armazenagem correta desses objetos para que não haja água parada”, disse Eleniz.

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