Pontal do Paraná será uma cidade sem prefeito, pelo menos por algumas horas

Foto: Reprodução.

É que deve ser publicado hoje (30) pela justiça eleitoral o acórdão, documento que possibilitará na prática o afastamento, de fato, do Prefeito Marcos Fioravantti, o Casquinha, que tem três dias para recorrer da decisão de quatro votos a três, que o condena a perda do mandato por abuso do poder econômico durante as eleições de 2016. O caso envolve gastos irregulares com carros de som e compra de votos caracterizada pela distribuição de vale combustível.

Sendo uma condenação de chapa eleitoral, atinge também o vice-prefeito de pontal, Fábio de Oliveira.

A decisão foi tomada na tarde de quarta (23), em julgamento sobre arrecadação e gastos da campanha eleitoral da chapa em 2016. A decisão foi apertada: inicialmente foram 3 votos a favor da cassação e 3 contra. O presidente do tribunal, desembargador Gilberto Ferreira, desempatou a favor da cassação.

Quando Casquinha for efetivamente afastado, será marcada a posse do presidente da câmara. O vereador Fabiano Alves Maciel, o Binho, terá sua posse marcada. Enquanto isso, ainda que por algumas horas, Pontal do Paraná será uma cidade sem prefeito.

Segundo o advogado de Edgar Rossi que entrou com ação ainda durante a eleição, “os fatos principais envolvem o uso de CPF de ‘laranjas’ para esquentar dinheiro de fonte desconhecida; a utilização de ‘vale-combustível’ em troca de voto e como pagamento a eleitores, para estes retirarem propagandas (plotagens) de Edgar Rossi e colocarem as do casquinha, ‘vales’ que inclusive foram objeto de apreensão no dia da eleição; além disso, houve recebimento de doação de carro de som pertencente a pessoa jurídica”, finalizou o Dr. Luiz Gustavo, advogado de Edgar Rossi.

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